O traço multimídia de Teresa Vasconcellos

A arte da carioca Teresa Vasconcellos, @teresa, tem sotaque paulistano. Foi a mudança do Rio para a megalópole nacional que trouxe mais identidade a seu traço. Do encontro com professores especiais e possibilidades culturais mil, nasceu uma artista mais segura e livre criativamente.

Estilista por doze anos, o mundo de Teresa não cabia mais na profissão. De viagem em viagem, sua bagagem foi crescendo e as fronteiras entre técnicas se estreitando. Nanquim, aquarela, cerâmica, parede, papel, prancha de surf ou tela. O que vem ela transforma em uma arte sem regras e de traço marcante.

Como a arte entrou na sua vida?

Eu me formei em moda e trabalhei como estilista por 12 anos, mas chegou um momento em que eu não estava mais satisfeita e resolvi me mudar para São Paulo. A minha ideia era fazer uma pós graduação em cenografia, mas acabou não acontecendo. Por um lado isso foi ótimo, pois me dediquei a muitos cursos de arte até encontrar uma professora maravilhosa, Catarina Gushiken, que me ajudou a desenvolver meu próprio traço.

Que técnicas você mais gosta de usar?

Aquarela e Nanquim. Adorei também a experiência de digitalizar meu trabalho e ver a minha arte para além do papel e da tela.

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Como é o seu processo criativo?

Geralmente meu processo acontece no meu ateliê. Todas as viagens que faço também me inspiram muito: a natureza, o verde, o mar, andar descalça na areia, na terra, na grama. Eu vejo beleza e arte em tudo e isso é minha maior inspiração. A arte não tem regra para mim. O que der para criar, pintar e colorir, estou fazendo. Madeira, parede, papel ou tela.

Faço poucos esboços e deixo fluir, transformando a minha realidade em pintura. Nunca comecei uma pintura já imaginando seu resultado final. É tudo sempre uma grande surpresa. Quando acho que está harmônico, é porque está pronto.

Ser artista é não ter regras. Não existe certo e errado. Existe o que você vê e te satisfaz.

Como foi a mudança do Rio de Janeiro para São Paulo em termos criativos?

O Rio tem a natureza, que é uma grande fonte de inspiração. Mas, paradoxalmente, foi São Paulo que me trouxe liberdade criativa. As mil possibilidades culturais, de materiais e cursos foram fundamentais para desenvolver meu traço e identidade artística.

Algum trabalho pelo qual tenha um carinho especial?

Cada um é especial de um jeito, até porque um nunca é igual ao outro.

Você consegue dedicar seu tempo exclusivamente à arte?

Consigo sim e sou muito feliz por isso. Geralmente minhas tardes são dedicadas à criação e as manhãs a todo o resto.

Algum novo projeto em vista?

Estou fazendo o meu site e também comecei a levar meus desenhos para cerâmica. Estou testando e está ficando tudo lindo. Estou super satisfeita com o resultado.

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